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Araraquara, Sábado, 21 de Outubro de 2017

10/08/2017 | 23:35:58

ABATur defende registro do patrimônio levantado na CEE Parque dos Trilhos

Trabalhos, pesquisas, propostas e projetos apresentados relacionam recortes da memória e do patrimônio histórico ferroviário de Araraquara

ABATur defende registro do patrimônio levantado na CEE Parque dos Trilhos

A Comissão Especial de Estudos da Câmara Municipal de Araraquara - CEE Parque dos
Trilhos esteve reunida no Plenarinho da Casa Legislativa, em 10 de agosto de 2017 para tratar da
temática, Patrimônio Ferroviário de Araraquara.

Com 12 anos de existência, a CEE Parque dos Trilhos, possui representatividade consultiva
de diversos setores da sociedade civil, entidades, instituições e órgãos públicos. Acumula
levantamentos técnicos por especialistas em suas respectivas áreas do conhecimento, através de
trabalhos, pesquisas, propostas e projetos apresentados para ocupação da orla ferroviária e
relacionam recortes da memória cultural e do patrimônio histórico ferroviário de Araraquara.

O presidente da ABATur lembrou que a Estação de Bueno de Andrada foi primeira parada
da EFA e questionou a prefeitura sobre a falta de ações executivas para tomada de medidas
protetivas municipais visando preservar o entorno e o que ainda existe da linha férrea no trecho
municipal em perímetro urbano de Araraquara, que devem ser registrados no Acervo Público
municipal, sugerindo a elaboração de Lei específica, como forma de salvaguarda patrimonial para
acautelamento do patrimônio levantado através da CEE Parque dos Trilhos. Foi montada uma
Comissão específica para vistoria de seleção de servíveis do patrimônio ferroviário que já está
relacionado pela CEE, com a participação do Compphara – Conselho Municipal de Preservação do
Patrimônio, para elaboração de um laudo técnico.

Ocorre que estão sendo retirados paulatinamente os trilhos e dormentes das linhas
férreas desativadas no trecho municipal que está sendo desativado para o transporte de cargas.
Interromper a circulação de trens de carga em perímetro urbano na área central não significa
‘remover os trilhos’ como está sendo divulgado pela prefeitura. Existem propostas de projetos para
revitalização da orla ferroviária, que precisam ser esclarecidas para a população de maneira
responsável. Medidas protetivas são necessárias e urgentes, considerando os estudos de projetos
para ocupação da orla ferroviária, que prevê a implantação do Trem Turístico e o transporte de
passageiros sobre trilhos.

A Estação Ferroviária de Bueno de Andrada, datada de 1898, está com rachaduras na
parede central que sustenta o prédio e atinge o pilar central de sustentação, dentre outros
problemas, o forro está caindo e o telhado desmanchando e precisa ser restaurada. E a planta
baixa municipal da Estação Ferroviária exclui a casa anexa que divide parede e faz parte do
conjunto da mesma construção. A prefeitura informou ao Ministério Público que serão realizadas
medidas paliativas para tapar e disfarçar as rachaduras na Estação Ferroviária e não se manifesta sobre os imóveis anexos na plataforma de embarque e desembarque que fazem parte do mesmo
conjunto, relacionados em Inquérito Civil junto ao MPF.

“O Patrimônio Cultural é tão importante que todo ente federado tem obrigação de
protegê-lo e os municípios têm sua responsabilidade em se tratando de interesse local”, ressalta,
Théo Bratfisch, presidente da ABATur – Associação de Bueno de Andrada para Cultura e Turismo
Rural, membro da Comissão CEE Parque dos Trilhos. Bueno de Andrada pode ser considerado
‘ponto atrator’ de Turismo e ‘indutor’ ao Turismo Rural no município, que se estrutura como a
segunda atividade turística que está sendo estruturada em cadeia produtiva do setor.

Atualmente, três inquéritos civis públicos distintos, através do Ministério Público Federal –
MPF, requerem medidas protetivas para preservação do patrimônio histórico-arquitetônico e
cultural no meio rural de Araraquara, em Bueno de Andrada e assentamento rural Horto de Bueno,
no assentamento rural Bela Vista do Chibarro e na Usina Tamoio, todos tratam da preservação de
patrimônio do Brasil, quer seja acautelado em âmbito do Município, Estado ou pela União.

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