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Araraquara, Quinta-Feira, 22 de Abril de 2021

05/07/2016 | 00:36:22

CDMF e MIT desenvolvem sensor de gás poluente

Equipamento pode ser uma alternativa para reduzir o impacto ambiental nas cidades

CDMF e MIT desenvolvem sensor de gás poluente

Dispositivo com micro discos de SnO adere moléculas de NO2 presentes no ar

Foto: Divulgação/CDMF

Uma pesquisa desenvolvida pelo Centro de Desenvolvimento de Materiais funcionais (CDMF), em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, desenvolveu um sensor que detecta parte por milhão (ppm) de dióxido de nitrogênio (NO2) no ar. O trabalho foi patenteado pelo MIT em parceria com a Universidade Estadual Paulista (UNESP). A colaboração entre as duas instituições continua com o objetivo de aprimorar os materiais e dispositivos. 

O estudo foi realizado na UNESP, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Marcelo Orlandi, professor do Instituto de Química da UNESP em Araraquara (SP) e responsável pelo projeto, explica que o sensor pode ser utilizado em todos os lugares em que haja níveis críticos de NO2 no ar. “Em termos práticos, qualquer lugar em que se trabalha com elevadas pressões e temperaturas pode apresentar níveis críticos de NO2”, apontou.  

Os riscos do NO2 

O NO2 é um gás tóxico a pessoas e animais e a exposição de longa duração provoca danos sérios à saúde. O composto aumenta a sensibilidade à asma e à bronquite, principalmente em crianças, idosos e grupos de risco (pessoas com problemas respiratórios), além de ser irritante para os pulmões e diminuir a resistência a infecções respiratórias.  

Veículos automotores, motores de combustão interna, usinas termelétricas e siderúrgicas, e fábricas de pasta de papel são os principais sintetizadores artificiais dos óxidos de nitrogênio. “Isso engloba grandes cidades, já que o dióxido de nitrogênioé emitido por veículos e indústrias químicas”, explicou Orlandi.  

Próximos passos 

O sensor tem como base o monóxido de estanho (SnO), que, por possuir elétrons desemparelhados na superfície, facilita a adesão das moléculas de NO2. Orlandi comenta que o próximo desafio do estudo é aprimorar os resultados. “Estamos aprofundando a pesquisa para tentar melhorar ainda mais a resposta do material, ou ainda obter outras aplicações para o mesmo material”, disse.  

O coordenador do CDMF, professor Elson Longo, explica que uma das frentes de pesquisa do Centro é o meio ambiente. “Com a evolução da sociedade, precisamos cada vez mais de proteção ambiental e novas formas de controle. Os sensores desempenham um papel fundamental neste novo desenho do meio ambiente”, disse. 

Sobre o CDMF 

O CDMF é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiados pela FAPESP. O Centro também recebe investimento do CNPq, a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN), integrando uma rede de pesquisa entre UNESP, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).

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