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Araraquara, Quarta-Feira, 20 de Setembro de 2017

01/11/2012 | 01:43:38

Impacto do Décimo Terceiro salário na economia de Araraquara

O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos) divulgou semana passada o impacto que o décimo terceiro salário causará na economia brasileira, em 2012. Segundo o Instituto, serão injetados R$ 131 bilhões na economia. Os métodos da pesquisa levam em consideração o valor médio pago aos 80 milhões aposentados e trabalhadores com carteira assinada, em todo Brasil. O Trabalho autônomo e os assalariados sem carteira assinada não entram na gama da pesquisa, por sua difícil mensuração. Segundo o DIEESE, 51,1% dos recursos adicionados com o décimo terceiro ficam na região Sudeste. 
Em Araraquara, segundo Jaime Vasconcellos, Economista e Coordenador do Núcleo de Economia do Sincomércio -Araraquara e também pesquisador do Núcleo de Conjuntura e Estudos Econômicos (NCEE) UNESP-Araraquara, o décimo terceiro salário injetará até R$ 160 milhões na economia. Tal número é resultado dos salários pagos aos 76.893 trabalhadores formais e dos 40.031 aposentados que a cidade possui. 
O impacto do décimo terceiro tem o limite em torno dos R$160 milhões, devido à realidade que nem todos os trabalhadores alocarão seus recursos adicionais na economia local. Outro método utilizado nos cálculos é que se leva em consideração o pagamento único do décimo terceiro salário. Como, na realidade, sabemos que há adiantamentos de parcelas do décimo terceiro desde o mês de Agosto (principalmente aos aposentados) define-se que o impacto da injeção econômica do salário adicional será sentido no  decorrer dos últimos quatro meses do ano de 2012. 

Jaime dá as dicas para quem quer fazer um bom uso do seu 13º Salário:

Qual a melhor forma de aproveitar o 13º? 

Jaime : A melhor forma de utilizar do 13º salário é quitar dívidas que embutem altas taxas de juros, como cheque especial (em média de 8% a 11% a. m.), cartões de crédito (em média de 10% a 15% a m.) e empréstimos pessoais (em média de 4% a 6% a. m.). Para outros tipos de dívidas, o consumidor pode aproveitar e negociar sua quitação à vista e, desta forma, buscar descontos. Para população que não possui algum débito, a melhor saída para o salário adicional é poupar. Neste caso, 13º pode dar uma boa folga no orçamento familiar a partir de janeiro, quando chegam “Dívidas de Verão”, como IPVA, IPTU, material e matrícula escolar e também as viagens de férias. Segundo o que manda a Cartilha da Economia Doméstica o consumo fica em última opção, porém sabemos que alguns prazeres da vida não podem ser mensurados, e a compra e troca de presentes no período do Natal é um exemplo. Além disso, o consumo é responsável por grande parte da formação de riqueza do país e é imprescindível ao crescimento da mesma. O segredo é comprar com equilíbrio e controle, ou seja, controle nas ímpeto e equilibro no orçamento. 
Na mídia, nessa época do ano, existe um aumento de propagandas que estimulam o consumidor a gastar o 13º dando entrada na compra de automóveis, imóveis ou investimentos de valores mais altos. Usar esse “dinheiro extra” para esse tipo de negociação é uma boa opção? 
Jaime : Todo fim de ano as concessionárias iniciam os programas de descontos para aquisição do carro 0 km. A intenção das fabricantes é liquidar o estoque do ano que passou. Tais promoções, atreladas ao crédito fácil, ao aumento do poder de compra do brasileiro e a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) torna praticamente concreta a possibilidade do carro novo na garagem de muitas famílias. Com os juros médios mais baixos, para aquisição de automóveis novos e da casa própria, e o crescente aumento dos salários reais do trabalhador, o 13º salário torna-se uma porta para formação de dívidas de médio e longo prazo. Como citado acima, o consumo deve ser a última opção para quem detém de dívidas. No caso especial de aquisição de casa própria ou de automóveis, o importante é ter um bom montante para dar a entrada e assim, diminuir a corrosão que as taxas de juros embutidas nas parcelas destes bens causam no orçamento da família. Nesse sentido o 13º salário seria apenas uma porcentagem da poupança prévia que o consumidor deve possuir para aquisição de bens com valores mais altos. Uma dica a quem tem imóvel ou automóvel financiado e não tem dívidas com cartões, cheque especial e/ou empréstimos pessoais, é a utilização do 13º salário para quitar mais de uma parcela do bem. Desta forma, o risco de alguma incerteza no ano seguinte abater o orçamento do individuo diminui conjuntamente às parcelas do financiamento. 

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