Vigilância Ambiental em Saúde inicia nova estratégia de combate à dengue

Equipamentos que monitoram a presença e a reprodução do mosquito Aedes aegypti começam a ser instalados na próxima semana em Araraquara

Fotógrafo: Assessoria de Comunicação da Prefeitura
18/03/2026 - 20h00

A Vigilância Ambiental em Saúde, vinculada à Secretaria da Saúde de Araraquara, vai iniciar na próxima semana uma nova estratégia de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite os vírus da dengue, zika e chikungunya. Serão 230 equipamentos chamados ovitrampas, distribuídos pelas regiões da cidade já identificadas com maior incidência de casos.

As ovitrampas identificam a presença e a reprodução do mosquito. Ao serem instaladas em pontos estratégicos previamente definidos, permitirão à Vigilância em Saúde mapear as áreas com maior infestação do vetor, monitorar a evolução da população do mosquito, planejar ações de campo mais direcionadas e a avaliar a efetividade das medidas de controle realizadas.

Para Márcio Marmorato, gerente do Controle de Vetores, a implantação das ovitrampas representa um avanço nas estratégias de vigilância e prevenção. "Elas vão permitir que o município atue de forma mais preventiva no controle do mosquito transmissor das arboviroses", afirma.


Como funciona

A ovitrampa é um pequeno recipiente escuro com água e uma palheta de madeira – ou material semelhante – que atrai as fêmeas do Aedes para colocarem seus ovos. O equipamento é instalado no entorno das casas, a uma altura máxima de até 150 cm, ao abrigo da chuva e da luz do sol, e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

A instalação só é realizada com o consentimento do morador ou responsável pelo imóvel. Por isso, ressalta Márcio, "é importante que o morador acompanhe o processo de instalação, pois serão dadas todas as orientações sobre os cuidados e explicações sobre o funcionamento".

Depois de alguns dias, é feita a substituição da palheta e os ovos são retirados do ambiente pelos agentes de endemias, antes que as larvas do mosquito nasçam. Os resultados indicam a presença do vetor e a quantidade de ovos removidos, além de evitar que o local se torne foco de proliferação do mosquito.

Segundo o Ministério da Saúde, as ovitrampas têm se destacado como ferramenta eficaz, de baixo custo e de alta sensibilidade, fortalecendo o combate ao Aedes aegypti.

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