Tensão na UNESP Araraquara: Greve estudantil termina em confronto físico e boletim de ocorrência

Fotógrafo: Reprodução
12/05/2026 - 20h50

Araraquara, SP – O campus da UNESP em Araraquara foi palco de momentos de intensa tensão nesta semana. O que começou como um protesto estudantil reivindicando melhorias na permanência acadêmica escalou para uma confusão generalizada, resultando em agressões físicas, empurrões e o registro de um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

A situação saiu do controle após a intervenção de um influenciador digital, conhecido como Hagara, que compareceu ao local onde os estudantes montaram barricadas para impedir o acesso às salas de aula. O confronto foi registrado em vídeo por diversas pessoas presentes, mostrando tentativas de desobstrução das salas e gritos de protesto.


Os Dois Lados da Situação


A Versão do Influenciador (Hagara):
De acordo com Hagara, sua presença no campus teve um único objetivo: garantir o direito de ir e vir dos alunos que não aderiram à greve e que queriam assistir às aulas. O influenciador argumenta que o bloqueio físico das portas com cadeiras e faixas configura um "tumulto" inaceitável. Para ele, o espaço universitário deve, obrigatoriamente, respeitar o direito de todos ao aprendizado, independentemente de manifestações em andamento. Nas imagens, Hagara é visto removendo cadeiras e faixas das entradas das salas de aula.

A Versão dos Estudantes e da Vereadora: Em contrapartida, os estudantes envolvidos e a vereadora Maria Paula (que acompanhou os jovens à delegacia) denunciam as ações de Hagara. A parlamentar classificou a atitude do influenciador como uma invasão ao ambiente universitário, caracterizada por truculência e agressão física contra os jovens. Segundo a vereadora, houve o uso de métodos violentos e vandalismo por parte do influenciador, resultando em ferimentos. Ela reforçou que "política se faz com ideias" e que a Justiça dará a resposta adequada.


Investigação e Desfecho

Após o tumulto, a vereadora Maria Paula acompanhou os estudantes até a Polícia Civil para registrar a ocorrência e denunciar as ações do influenciador. O caso agora está sob investigação. As imagens do vídeo, que mostram a tensão e a queda de Hagara na faixa de pedestres, serão peças-chave para a apuração dos fatos.

O caso levanta agora uma discussão pertinente na comunidade local e académica sobre os limites do direito à manifestação e a defesa do acesso ao ensino, aguardando-se agora os desenvolvimentos por parte das autoridades competentes.