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Educação especial de Araraquara tem déficit de três professores e 21 profissionais de apoio

Números são informados pela Prefeitura em resposta a Requerimento do vereador Alcindo Sabino (PT)

Foto: Magnific 14/10/2026 - 16h48
Educação especial de Araraquara tem déficit de três professores e 21 profissionais de apoio

A educação especial na rede municipal de ensino de Araraquara tem um déficit de três professores e 21 profissionais de apoio. Os números, referentes a setembro de 2026, foram informados pela Prefeitura em resposta ao Requerimento nº 1909/2026, do vereador Alcindo Sabino (PT) – o parlamentar havia apresentado uma série de questionamentos a respeito do tema.

De acordo com o Executivo, o público-alvo da educação especial é composto por 836 estudantes, sendo 458 na da educação infantil e 378 no ensino fundamental. Desse total, 358 estudantes contam com o acompanhamento de profissionais de apoio escolar.

O setor da educação especial municipal conta com equipe de triagem (psicóloga, fonoaudióloga e professora especialista), 41 professores de educação especial, responsáveis pelo atendimento educacional especializado nas salas de recursos multifuncionais, sete professores bilíngues/intérpretes de Libras e 215 profissionais de apoio.

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"A resposta dada pela Secretaria Municipal da Educação ao Requerimento confirma uma preocupação: a rede tem déficit de profissionais e falhas de planejamento para garantir a continuidade do atendimento”, critica Alcindo Sabino, que alerta para o crescimento da demanda na área: são, em média, cinco novos diagnósticos por semana, segundo os dados oficiais.

A Prefeitura informa que, até a efetiva reposição, as unidades serão atendidas por meio de horas-extras e intervenções pontuais da equipe técnica, sem professores e profissionais de apoio fixos.

“Boa parte do déficit surgiu pelo término de contratos temporários, especialmente em maio e agosto de 2026, durante o período letivo. O problema não é apenas o contrato terminar, mas a falta de planejamento para sua substituição. A administração sabe quando esses contratos começam e terminam e, portanto, deveria se antecipar”, comenta o legislador. Além disso, Alcindo Sabino pontua que a troca de profissionais durante o ano letivo pode afetar o desempenho escolar dos alunos de educação especial.

Os dados completos, com discriminação por unidade escolar, podem ser consultados aqui.