<p style="text-align: justify;">O secretário municipal da Educação, Nino Mengatti, recebeu em seu gabinete a coordenadora do Centro de Referência Afro, Alessandra De Cássia Laurindo, para organizar as formações dos professores da rede educacional para o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira em Araraquara.<br />De acordo com o secretário, além do cronograma também foi discutida a viabilização de projetos que ampliem o conhecimento sobre a temática junto ao aluno.<br />“As formações são extremamente importantes para que o professor tenha pleno conhecimento da matéria que vai ministrar, mas estamos verificando também as possibilidades de ações que possam agregar valor ao ensino, como a formulação de exposições, contação de história, entre outros”, salientou Nino.<br />Para Alessandra, a reunião foi muito produtiva. “Completamos 10 anos da Lei e o município vem somando esforços para desenvolver ações na educação que, de fato, conscientize alunos e professores, para que possamos caminhar na construção de uma Araraquara mais igualitária”, destacou.<br />“Fico muito feliz com a sensibilidade que o secretário Nino tem em relação à temática racial, bem como futuros projetos que faremos em parceria com a Centro de Referência Afro, envolvendo toda a cidade no combate ao racismo”, completou Alessandra.<br />“Em Araraquara, iniciativas de sucesso têm sido respaldadas pelo prefeito Marcelo Barbieri em vários âmbitos, tanto pelo esforço pessoal dos profissionais do Centro Afro, quanto através de políticas públicas municipais”, afirmou Nino.<br /><br />Lei 10.639<br /><br />Constituída em 2003, a Lei 10.639 instituiu a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira no currículo oficial da Rede de Ensino, alterando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/1996). Os conteúdos devem ser ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.<br />“O conhecimento sobre a História e Cultura Afro-Brasileira colabora para o desenvolvimento da criança enquanto cidadão. Ao reconhecer as contribuições da África e de seus descendentes para a formação do País, nós conseguimos promover a igualdade racial e contribuir, de maneira efetiva, para a construção de um País mais democrático”, enfatizou Nino Mengatti.</p>